Sim, é mais uma espécie de diário. Não leiam, porque é muuuuuiiiito privado e dramático. Recomendo a utilização de kleenexes q.b. e desculpem qualquer coisinha.

03
Ago 13
Obrigado pelas coisas boas.

A sério, é só para dizer isto. Tenho o coração quentinho, mesmo com um Verão frio.
publicado por ninaseis às 16:35

15
Mai 13
One of my least favorite things is talking about myself. It's hard to categorize yourself in a few short phrases that do not represent exactly who you are nor how you want to be perceived.
publicado por ninaseis às 20:44

02
Mai 13
Estou há uma hora a tentar definir-me num parágrafo. Está a ser uma das tarefas mais complicadas da minha vida. Acho que finalmente descobri que não faço ideia de quem seja, para lá do meu nome. A minha identidade, aquilo que faz de mim o eu que as outras pessoas conhecem (se é que isto faz sentido para quem ler), é algo que me escapa. Não faço ideia do que escrever.

A minha formação? Não sou eu. A minha experiência profissional? O que é isso?? As minhas aspirações e sonhos? Não são profissionais. E eu suponho que sou tudo isso e mais, embrulhado num pacote feminino com metro e meio. Mas o todo é mais do que a soma das partes e se vou a enumerar as partes o todo fica pelo caminho. Sempre que escrevo alguma coisa sobre mim, detesto o resultado final, não me revejo nele.

Odeio isto.

Não tenho qualquer perspectiva sobre a minha vida... E até há 5 minutos, não sabia que era gestaltista.

Mas mais do que questionar a minha incapacidade de me descrever num parágrafo, questiono (ainda) o rumo que estou a dar à minha vida - se é que a estou a orientar para algum lado e não me estou a limitar a seguir ao sabor da corrente.

Já devia ter passado a idade das dúvidas há muito tempo, mas cada vez é pior. Aos 13 anos tinha menos questões existenciais do que agora. Pelo menos tinha objectivos, enquanto agora só me resta a sensação de perda. Perda de timing, perda de capacidades, perda de confiança (a cada golpe há mais um bocadinho que desaparece), e, pior que tudo, perda de identidade e de um propósito. Porque tudo o que eu achava que era ficou pelo caminho e agora tenho que recomeçar novamente. Mas nem sequer sei quem sou, e nem sempre gosto da pessoa em que me tornei (não torturo coelhinhos nem crianças e tenho amor ao próximo, mas há características que desejei fervorosamente nunca vir a ter e... ganhei-as, o que é frustrante).

Contudo, estas são as minhas cartas e, por mais fácil que seja culpar o mundo, fui eu que as escolhi. Tenho que lidar com elas da melhor forma possível e isso passa por deixar de ser tão limitada.

Quando eu era pequena, convenci-me de que era melhor refrear as minhas ambições porque nunca as conseguiria alcançar, tendo em conta as ferramentas que estavam à minha disposição. Essa preguiça cerebral custou-me caro. Compete-me dar cabo dela e ver se a velha massa cinzenta começa a trabalhar de forma eficiente. Quero levar a minha vida a um sítio decente.

Apetecia-me estar emo, mas isso não é produtivo, por isso, termino nesta nota quasi-optimista. Desconfio que terá curta duração porque estou a procrastinar o raio do texto que me define.
publicado por ninaseis às 15:53

30
Abr 13
Estar quase lá não é (de todo) o mesmo que estar lá.
publicado por ninaseis às 21:29

11
Mar 13
Tenho a sensação que de Dezembro a esta parte ainda não deixei de estar doente. Até agora tenho saído de uma constipação para entrar noutra. Quando penso que foi desta que finalmente preenchi a quota de doença de 2012/2013 chega mais uma tosse e uma febre para me estragar o dia... ou o trimestre, como até agora.

Mas parece-me que esta deve ser das piores. Herdei-a do meu pater familias na última viagem a casa. Dispensava o presente.

Dói-me tudo, especialmente quando passa o efeito do meu cocktail de analgésico antipirético + anti-inflamatório. Só quero dormir. Acordo a suar em bica de madrugada e só tenho o consolo de poder tomar um duche quentinho às 6 da manhã... Não me apetece comer mais nada além de Nestum de Arroz (é fácil de fazer e de comer) e fruta - também, com a minha dieta nova não há muito mais que possa comer sem ter demasiado trabalho (ergo: usar o fogão).

Há mais que fazer do que estar doente, mas pelos vistos o meu corpo não pensa da mesma maneira. Até a minha imunidade entrar em acção, lá vou ter que passar mais uma tormenta.
publicado por ninaseis às 11:52

07
Mar 13
Não consigo deixar de pensar em iogurtes de soja de morango. Foi a única alternativa minimamente aceitável que encontrei para os meus novos pequenos-almoços.

Descobri esta semana que desenvolvi uma intolerância a basicamente a toda a minha dieta com excepção do chá, chocolate, peixe, marisco, fruta, vegetais e frango.

Adeus iogurtes gregos. Olá iogurtes de soja de morango. Não soa sexy.

Enfim, terei sempre o chocolate e o chá...
publicado por ninaseis às 17:28

27
Fev 13
Gosto quando às 18h15 ainda está de dia.
publicado por ninaseis às 18:15

26
Fev 13
Desde pequena que detesto o dito popular "ouve o que eu digo, não olhes para o que eu faço". As crianças conseguem detectar hipocrisia a milhas, mesmo que não consigam perceber bem o conceito. Pelo menos eu não percebia. Só achava que era errado que os adultos dissessem uma coisa e fizessem outra. Prometi a mim mesma que nunca seria incoerente.

O problema é a natureza humana. À nossa maneira, cada um de nós é hipócrita. Ou por conselhos que damos aos outros e que nunca seguiríamos (e apercebemo-nos disso quando subitamente nos encontramos na mesma situação-chave), ou pelos sapos que engolimos para salvaguardar algo que consideramos mais importante, ou pela mera hipocrisia estratégica de manter os inimigos tão perto como os amigos. E não só... É muito fácil ao ser humano ser incoerente, mesmo que não o sinta.

Como um fumador que aconselha uma pessoa a deixar de comer doces em excesso, porque é prejudicial à saúde, e não aceita a crítica para deixar de fumar, com os mesmos argumentos. Ou as ex-amigas que se detestam, mas que se continuam a tolerar porque sabem que a outra conhece demasiado bem os seus segredos e quer proteger-se. Ou o patrão que comenta que um negócio nunca sobreviveria sendo gerido por mulheres, ao contrário de um negócio gerido por homens - com ou sem noção de quão machista essa afirmação é, num espaço em que apenas está uma mulher presente: a única com lugar precário na empresa. Ou a avó que critica os netos por serem estudantes aos vinte anos, porque com essa idade já ela tinha "casa montada" e filhos, e no dia seguinte comenta o quão vazia é a sua vida por não ter seguido os seus sonhos - constrangida por se ter casado no início da vida adulta. Ou a amiga que critica os outros que te magoam e diz "eu nunca te faria sofrer", mas quando te abres julga as tuas escolhas, dúvidas e decisões que nem carrasco.

Cada um de nós vê o mundo à sua maneira. Os outros são os outros. Já diziam os Anaquim que "as vidas dos outros nunca me soam mal". Podemos apontar o dedo e achar que faríamos melhor naquela situação. Mas a verdade é que racionalizar é fácil quando não há emoções em jogo e as situações estão distantes de nós. Por isso é que os nossos males parecem sempre muito maiores quando comparados com os dos outros...

Também eu cedi à hipocrisia, com os anos. Ou, melhor, apercebi-me que era como todos os outros. A olhar para fora e a ignorar o que anda cá dentro. Sempre fui hipócrita, afinal. Sempre tentei encontrar a coerência e agir com a razão. Mas os sentimentos fazem-nos actuar de maneira irracional, explodir de raiva, ou ser dóceis em situações que pediam ferro e fogo. É lixado ter que gerir cabeça e coração. Por isso somos hipócritas. Dizemos o que pensamos e fazemos o que sentimos, sem que haja capacidade para as duas coisas se articularem.

Não gosto, mas a hipocrisia ingénua é uma camada protectora que dá jeito nas situações mais incómodas.
publicado por ninaseis às 22:54

Hoje estou a ter sérias dificuldades de concentração. Fui distraída por este vídeo:

E depois por este:

A Jennifer Lawrence é uma rock star ao lado da star da Michelle Obama.
... E depois por estes.

e

Finalmente:

Não foi um dia muito produtivo...

publicado por ninaseis às 18:58

Admito que foi um dos marcos da minha vida. Antes de mo oferecerem não fazia ideia de que existiam coisas como macarrão com queijo (ou a sobrevivência universitária e primeira coisa-ligeiramente-mais-elaborada-que-aprendi-a-cozinhar-autonomamente-e-que-envolvia-um-fogão), tacos (além dos desportivos) ou taças de fruta (a primeira receita que tirei do livro e que deixou o meu irmão, na altura com 7 anos, entusiasmado por comer fruta - explico só que é uma salada de fruta servida dentro de uma laranja). Mudou a minha vida.

 

Ontem estava a folheá-lo e apercebi-me que é provavelmente o livro que mais vezes li ao longo da minha vida. Algo deprimente, eu sei. Mas o que é certo é que ainda serve de inspiração para criar pratos a que o palato tuga do meu pai resiste com todo o seu poderio e que o resto da família aplaude como se eu fosse uma pessoa muito criativa nas artes culinárias. Pois. 

 

Mas eu gosto. E o segredo é este aqui em baixo.

 


E já agora um tema relacionado para acabar. Havia um blogue (que não está activo há pelo menos um ano) que falava destas nostalgias dos anos 90 - não é que eu tenha grandes saudades, mas o livro da Barbie foi publicado em 1991 e os posts do blog eram muito bons, por isso vem a propósito. Passem pelo Children of the Nineties e sintam momentos de ternura por coisas foleiras (ou não) que algum dia adorámos.

publicado por ninaseis às 18:42

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